Três são presas por agredir mulher que foi amarrada e jogada de ponte em MG

  • 25/08/2026
(Foto: Reprodução)
Mulher é agredida e jogada de ponte em Veríssimo Três mulheres foram presas na sexta-feira (21) por envolvimento nas agressões contra uma mulher de 41 anos, que foi amarrada e jogada de uma ponte sobre o Rio Uberaba, em Veríssimo, no Triângulo Mineiro. O crime ocorreu em 30 de junho. Segundo a Polícia Civil, as mulheres, de 34, 23 e 21 anos, foram presas em Uberaba e Conceição das Alagoas. Um homem de 28 anos, que também participou do crime, continua foragido. O g1 não conseguiu identificar a defesa das mulheres até a última atualização desta reportagem e, por isso, não foi possível solicitar um posicionamento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Segundo o delegado responsável pelo caso, Bruno Vinicius Cordeiro Martins, os quatro são suspeitos de espancar, amarrar e jogar a vítima da ponte. Durante as buscas, a polícia apreendeu dois celulares e porções de maconha. Os materiais serão encaminhados para perícia. Mulher é levada à força de casa noturna, agredida e jogada de ponte por cinco pessoas em Veríssimo Polícia Militar/Divulgação Ainda segundo o delegado, havia crianças e adolescentes em situação de maus-tratos em uma das casas onde as suspeitas estavam. "O ambiente era usado de prostíbulo, haviam drogas, camisinhas usadas nos quartos, fedor na casa totalmente suja, itens sexuais espalhados pelos quartos, comida estragada apodrecendo na geladeira", afirmou Bruno Vinícius. O Conselho Tutelar foi acionado e acompanha o caso. Não foi informado para onde as crianças foram encaminhadas. Relembre o caso Antes de ser espancada, amarrada e jogada de uma ponte sobre o rio Uberaba, em Veríssimo, a vítima de 41 anos discutiu com o dono da casa noturna onde trabalhava, em Conceição das Alagoas. Segundo a mulher, a discussão começou após ela perceber o desaparecimento de R$ 100 da própria bolsa. Horas depois, quatro pessoas chegaram ao estabelecimento e passaram a agredi-la. Ainda conforme o relato da vítima, as agressões terminaram com a tentativa de homicídio. A mulher conseguiu sobreviver após se soltar parcialmente das amarras, nadar até a margem do rio e passar a madrugada escondida em uma mata. Ela foi encontrada por policiais militares às margens da AMG-2545, na manhã de 1° de julho. Reclamação por R$ 100 deu início à discussão Segundo relato da vítima à Polícia Militar (PM), a discussão começou na manhã de 30 de junho, enquanto ela trabalhava como garota de programa na casa noturna conhecida como "Casa das Primas", em Conceição das Alagoas. Ela contou que percebeu o desaparecimento de R$ 100 que estavam na bolsa e procurou o proprietário do estabelecimento, de 28 anos, para reclamar do sumiço do dinheiro. Durante a discussão, a mulher afirmou ao dono da casa noturna que deixaria o local para trabalhar em outro estabelecimento de prostituição da cidade. Ainda segundo o depoimento da vítima, o proprietário da casa noturna onde ela trabalhava e o dono do estabelecimento rival já tinham desavenças. A Polícia Civil apura se esse conflito pode ter influenciado as agressões e a tentativa de homicídio. Agressões aconteceram horas depois da discussão Segundo a vítima, poucas horas após a discussão, quatro pessoas chegaram ao estabelecimento a pedido do proprietário da casa noturna. O grupo era formado por um motorista de aplicativo, de 26 anos, e pelas três mulheres, de 34, 23 e 21 anos. A mulher afirmou que, logo após a chegada do grupo, passou a ser agredida com socos e pauladas. Ela contou que o motorista de aplicativo a enforcou até que ela perdesse a consciência. Segundo o relato, ao recuperar os sentidos, as agressões continuaram. A vítima disse que teve os cabelos cortados, foi amarrada pelas mãos, pelos pés e pelo pescoço e, em seguida, colocada no porta-malas de um carro. Ameaças durante o trajeto até a ponte Segundo o depoimento da vítima, durante o trajeto até a ponte sobre o Rio Uberaba, em Veríssimo, os envolvidos fizeram ameaças de morte. A mulher disse que implorou para não ser morta e chegou a dizer aos suspeitos que "não precisava disso". Segundo o relato, ao chegarem ao local, ela foi retirada do veículo e jogada da ponte. Segundo o registro policial, ela foi empurrada da ponte pelo motorista de aplicativo e pela mulher de 23 anos. Mesmo com os pés amarrados por um fio de carregador de celular, a mulher conseguiu soltar parcialmente as mãos enquanto se afogava. Em seguida, nadou até a margem do rio e retirou a amarra dos pés já em terra. Ela passou a madrugada escondida em uma mata. LEIA TAMBÉM: Vídeo mostra ataque a tiros que deixou um morto Investigado por matar garota de programa após acusá-la de furtar celular morre Mulher é sequestrada pelo ex e agredida com marteladas Como a vítima foi encontrada Mulher é levada à força de casa noturna, agredida e jogada de ponte por cinco pessoas em Veríssimo Polícia Militar/Divulgação Na manhã de 1° de julho, por volta das 10h, uma equipe da Polícia Militar (PM) que seguia pela AMG-2545 para atender uma ocorrência de trânsito encontrou a mulher às margens da rodovia. Segundo os policiais, a mulher estava chorando, descalça, com as roupas rasgadas e um pano amarrado ao pescoço. Ela gritava: "eles me jogaram de cima da ponte!". Testemunhas confirmaram parte da versão Após o resgate, policiais militares foram até a casa noturna indicada pela vítima. Duas garotas de programa disseram que ouviram a discussão sobre o desaparecimento do dinheiro e presenciaram as agressões. Elas também confirmaram a presença dos suspeitos citados pela vítima. Uma terceira testemunha afirmou que soube do caso por relatos de outras pessoas. Segundo ela, na manhã seguinte ao crime, o proprietário da casa noturna voltou ao estabelecimento, recolheu os pertences da vítima com a ajuda do motorista de aplicativo e, em seguida, os dois seguiram para Uberaba. Suspeitos Segundo a Polícia Militar (PM), cinco pessoas participaram da tentativa de homicídio: o proprietário da casa noturna, de 28 anos; um motorista de aplicativo, de 26 anos; e as três mulheres, de 34, 23 e 21 anos. O motorista de aplicativo foi preso em flagrante na data do crime. Segundo a investigação, o carro dele foi usado para levar a vítima até a ponte e acabou apreendido. Embora tenha negado participação no crime, imagens de câmeras de monitoramento mostram o veículo seguindo por um trajeto compatível com o local onde a mulher foi jogada. A vítima também o reconheceu como um dos envolvidos. Em nota, a defesa do motorista preso afirmou que ele não participou das agressões nem do arremesso da vítima da ponte. O advogado Luiz Antônio Souto Júnior sustenta que o reconhecimento feito pela vítima é falho, questiona a identificação do veículo apreendido e afirma que o investigado tem colaborado com a Polícia Civil, autorizando acesso ao celular, aos dados de geolocalização e solicitando perícias. A defesa disse ainda confiar que a investigação demonstrará a ausência de participação do suspeito no crime. Leia a nota na íntegra no final da reportagem. O g1 tenta identificar a defesa do dono da casa noturna. Nota da defesa do motorista "A defesa do investigado conduzido pela Polícia Militar, na condição de motorista preso, esclarece que ele não participou das agressões ocorridas no interior da boate, tampouco dos fatos posteriormente registrados na ponte sobre o Rio Uberaba, nas proximidades do Município de Veríssimo, onde a vítima teria sido arremessada após as agressões. Esclarece, ainda, que o investigado não tinha conhecimento de qualquer dos fatos narrados, seja das agressões ocorridas na boate, seja do posterior arremesso da vítima da ponte. A defesa ressalta que eventual reconhecimento realizado pela vítima pode ter sido influenciado pelo fenômeno da falsa memória ou por equívoco decorrente do estado de desespero e intenso abalo emocional vivenciado naquele momento. Isso porque a única imagem apresentada à vítima pelos policiais militares, por meio de aparelho celular, quando ela foi localizada, não corresponde à pessoa conduzida à Delegacia de Plantão no dia da prisão, mas sim a um indivíduo de aparência semelhante. Além disso, o suposto reconhecimento não foi realizado em conformidade com o procedimento previsto na legislação processual penal, circunstância que compromete sua confiabilidade e pode ter contribuído para a confusão quanto à identidade, especialmente diante das condições emocionais em que a vítima se encontrava. A defesa está convicta, inclusive com base no depoimento prestado pela própria vítima perante a autoridade policial, de que o veículo apreendido pela Polícia Militar não era o automóvel utilizado pelos verdadeiros autores dos fatos. Tal circunstância reforça a ausência de elementos seguros que vinculem o investigado aos crimes apurados. A defesa esclarece também que está colaborando de forma ampla e irrestrita com a autoridade policial para o completo esclarecimento dos fatos, visando à descoberta da verdade real, à identificação dos verdadeiros autores e de eventuais partícipes. Nesse sentido, o investigado franqueou voluntariamente o acesso ao seu aparelho celular, bem como aos dados de geolocalização e ao sistema de GPS do veículo. Além disso, a defesa requereu a realização de perícias no automóvel e no telefone celular apreendidos, assim como informou a existência de possíveis câmeras de monitoramento nas imediações da boate, cujas imagens poderão contribuir de maneira decisiva para a elucidação dos fatos. Por fim, a defesa reafirma sua confiança na atuação imparcial das autoridades responsáveis pela investigação — Polícia Civil do Estado de Minas Gerais — e acredita que, ao longo da instrução do procedimento investigativo, a verdade dos fatos será plenamente esclarecida, demonstrando a inexistência de participação do investigado nos graves acontecimentos objeto da apuração. Em respeito ao sigilo das investigações e para não comprometer a apuração dos fatos, a defesa informa que, neste momento, não poderá prestar esclarecimentos adicionais sobre as medidas investigativas em andamento." VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/08/25/tres-sao-presas-por-agredir-mulher-que-foi-amarrada-e-jogada-de-ponte-em-mg.ghtml


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